Dependência Emocional e Relacionamentos Abusivos
- Karen Cristine
- 4 de out. de 2024
- 2 min de leitura

Muito se fala sobre relacionamentos abusivos, mas o que realmente caracteriza um? Como identificar e, mais importante, como sair de uma relação assim? Muitas pessoas que encerram um relacionamento tóxico acabam entrando em outro semelhante, como se estivessem presas em um ciclo vicioso, possivelmente devido à dependência emocional.
Desde o nascimento, somos dependentes, mas espera-se que, ao longo da vida, essa dependência diminua. No entanto, algumas pessoas não conseguem suportar a solidão, principalmente no contexto amoroso, o que as leva a buscar incessantemente um parceiro, muitas vezes qualquer parceiro, o que pode ser perigoso.
A construção dos padrões de relacionamento
A forma como nos relacionamos está muito ligada aos primeiros vínculos da infância. Por exemplo, uma criança que não ouvia “não” dos pais pode buscar parceiros que não a contrariem. Já uma criança que não teve apoio emocional suficiente pode se tornar um adulto inseguro, mais propenso a se envolver em relações de dependência, buscando preencher uma "falta" interna.
A repetição dos relacionamentos abusivos
Indivíduos emocionalmente dependentes frequentemente entram em relações abusivas. E, mesmo após o fim de dessa relação, tendem a repetir o padrão, sem entender o que está errado, gerando angústia e sentimentos de fracasso.
“Aquele que não conhece seu passado, está condenado a vê-lo retornar sob a forma de comportamentos impulsivos ou de um fracasso”. Sigmund Freud
Como quebrar este ciclo?
Olhar para a própria história, entender seus padrões e fortalecer sua autoestima ajudam a identificar comportamentos prejudiciais desde o início de uma nova relação. Ressignificar o passado, sem tentar enterrá-lo, também é importante para viver de forma mais leve e saudável. Além disso, a terapia colabora no processo de quebra de padrões. Através da psicoterapia, é possível mergulhar nas raízes emocionais que sustentam essas repetições, revelando as causas que mantém o ciclo vicioso.
Referências Bibliográficas:
BOWLBY, J. Apego e perda: Apego – A natureza do vínculo. São Paulo: Martins Fontes, 1990.
OLIVEIRA, F. A arte da reescritura: uma ressignificação? Jornal de Psicanálise, 44, 127-140, 2011.
RODRIGUES, S.; CHALHUB, A. Amor com Dependência: Um olhar sobre a teoria do apego. Bahia: Psicologia, 2009.

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